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Mensagem por Narrador em Sex 18 Jan 2013, 08:37


T R A M A



Ano de 2016,

“Aquilo que perdemos arranja sempre maneira de voltar para nós.”
(Harry Potter e a Ordem da Fénix)
Algo pairava no ar, de forma incerta, certa e ao mesmo tempo não concreta. Geralmente costumamos sentir o perigo, aquela sensação de frio na nuca, de que tem alguém a te olhar, observar, o medo de algo estar ocorrendo, mas na maioria dos casos, só realmente acreditamos no mau quando o vemos diante de nossos olhos, quando os pesadelos se tornam reais. Quando parece ter extraído qualquer centelha de esperança.

Houve um tempo em que a palavra de um homem era tudo, em que o patriarca deveria decidir tudo a respeito de uma família, onde leis eram rígidas demais, e nem sempre justas. Em meio a esse tempo, de dor, mortes, sofrimento. Um pedido, um juramento foi feito diante de um tumulo, onde mais tarde outra pessoa ao lado deste seria enterrado.

Há muitos contos que falam sobre passado, de como este influencia o presente e determina o futuro. E tais são reais e certos. Não há nada que seja esquecido para sempre, nossos erros voltam para nos confrontar. E resta saber: o que fazer? Como lidar? Como apagar algo que está no passado, não há magia para a vingança e seu poder. Nunca se deve desacreditar no poder de uma maldição, de um juramento. Pois são nesses que as pessoas depositam seus piores sentimentos, sua irracionalidade, motivadas pela dor, ódio, inveja.

Em uma noite tempestiva, ao som de raios e trovões em uma clareira, onde apenas a luz natural a iluminada, e nesta um juramento foi feito. Precisavam rever algo que lhes foi tomado, precisavam concluir um plano, uma vingança, restabelecer regras a tempos esquecidas. Mas eles não poderiam ter alma, não poderiam ter olhos, boca, nariz. Pois haviam deixado de ser humanos há muito tempo, sua humanidade fora extraída ao longo dos anos, sua face apagada por magia, ninguém vira esta, apenas os próprios quando tinham que se confrontar com as mesmas em um espelho. Mas sua imagem já era o próprio terror, o próprio medo. Eles são chamados de Faceless Man.

Homens, ou, se são mulheres? Velhos ou novos? Jamais saberemos. Eles existem com um único propósito que ainda não foi mostrado, e seus ataques até então se dirigem apenas ao ministério, papeis que desaparecem, pessoas que somem e nunca mais são vistas. Teriam sido recrutadas? Mortas? Não há resposta. Em meio a tempos de luz, uma nova escuridão se aproxima, como uma tempestade de verão, mas quando o céu está todo encoberto, haverá forma de ainda ver a luz do sol. De ainda ter esperança e sonhar com dias melhores? Essa resposta apenas cada ser, cada pessoa pode dar a si próprio.

Mas lhes questiono, será o tempo de poder ver sua face no espelho e a reconhecer, apesar das marcas, ou apenas permitir que esta deixasse de existir. Não há um caminho fácil, não existem escolhas definitivas e principalmente, o passado jamais reconhecerá o seu lugar. Definam suas metas, encarem seus inimigos, façam amigos, mas jamais deixem a centelha de luz morrer, pois essa é a única arma contra as trevas....


“O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos Luz e Trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos.”
(Harry Potter e a Ordem da Fênix)

SEJAM BEM VINDOS AO ANO DE 2016, BEM VINDOS A MAIS UMA TRAMA FIDELIUS RPG

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Re: Trama Central

Mensagem por Narrador em Dom 19 Jan 2014, 08:57


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Junho de 2017,

“- O reino? Quer saber o que é o reino? São as mil lâminas dos inimigos de Aegon. Uma história que narramos... Vez após vez... Até esquecermos que é uma mentira. (Petyr Baelish)

- Mas com o que ficamos, quando abandonamos a mentira? Caos... Um grande abismo que nos engolirá. (Lord Varys)”

(Game of Thrones, Diálogo do Episódio “The Climb”)

O Olho encara o véu que separa os mundos. Um véu tênue e sublime, belo em sua delicadeza e aterrorizador em seu propósito. Tecido com os fios do destino em intrincados pontos de tempo e espaço, sua função é separar o sagrado e o profano, o oculto e o mundano. Para aquém dele vive o Caos e o Pânico, para além dele o Frio e a Solidão. Quem fica entre eles caminha entre o Terror e a Desolação.

No último ano esse véu vinha sendo puxado, levemente tocado, manipulado e percebido. Um véu de segredos escondidos... De mentiras repetidas que se tornaram verdades... O tecido se moveu e Hogwarts sentiu o seu delicado e venenoso toque: o Terror. Livros amaldiçoados na biblioteca, armaduras enfeitiçadas nas masmorras, mortos andando entre os vivos e, sem que ninguém percebesse, o Caminhante Entre Os Mundos lançava suas raízes pelo castelo.

“Hogwarts não é segura!” “O castelo foi amaldiçoado!” “Salvem suas vidas!” Mas quem escutaria as ladainhas dos quadros de Hogwarts?

O rumor se espalhou e ouvidos que jamais deveriam ter escutado o boato, foram finalmente alcançados. Pais preocupados, bruxos acuados. Como combater aquilo que não se vê? A escuridão e o desconhecido deveriam temer?

O mundo da magia entrava em esquizofrenia, pois algo nitidamente errado ocorria. Mas do que se tratava? Quem saberia! As pontas do véu se arrastaram sobre a bruxidade e nela deixaram sua marca: o Pânico. Um parque de diversão em chamas, um hospício abandonado e a festa de um vilarejo celebrando a magia de Hogwarts foram atacados. Perseguições e combates se seguiram, mas quem os causara? Com qual razão? Teriam um propósito interligado ou seriam apenas uma mórbida diversão?

E o tecido do destino voltou a se assentar. Em Hogwarts, os rumores cessaram e os acontecimentos inexplicáveis pararam, mas a marca ficara e a escola seguiu o resto do ano sem grandes terrores. No mundo bruxo a frieza das investigações e a dureza dos fatos a nenhum resultado os crimes e atentados chegaram. Um beco sem saída. Um poço a qual não se podia mais cavar. Mas faltara caminhar entre os mundos, olhar além do véu e observar o passado para entender o presente e estimar o futuro...

E o véu fora rasgado. O maior dos terrores estava para ser libertado. Quem se daria conta? Apenas mais um olho no mundo enxergava... O olho da Verdade. O khol negro desenhava sua silhueta. Tinta preta sobre as areias do deserto. Um artefato há muito tempo deixado. Uma tapeçaria antiga, mais velha do que as pedras da construção de Hogwarts. Sem valor, pregada numa parede esquecida de um castelo milenar. Quem nela sua atenção colocaria? Os passos do diretor podiam ser ouvidos pelos corredores do castelo no último dia de aula. Com espanto sua atenção se voltou, pois ao se deparar com o vazio na parede, a realidade o tocou. A tapeçaria com o Olho de Hórus fora roubada! Pois o olho que espreitou além do véu, aos caminhos conheceram e tudo que viu nele ficou gravado. Segredos ocultos... Mentiras sussurradas... O olho que tudo vê, se volta para encarar você!


““Você já correu seus dedos pela parede / E sentiu a pele de sua nuca arrepiar / Quando está procurando pela luz? / Algumas vezes quando você está com medo de olhar / No canto da sala / Você sente que alguma coisa está lhe observando.” ”
(Fear of the dark, Iron Maiden)

E ASSIM SE CONCLUI O 1º ANO DO NOVO FIDELIUS RPG!


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Re: Trama Central

Mensagem por Narrador em Dom 19 Jan 2014, 12:06


T R A M A




1º de Setembro de 2017,

Embora venhamos de lugares diferentes, falemos línguas diferentes, nossos corações batem como um só.
(
Alvo Dumbledore)


Uma nova alvorada rompe os céus acinzentados, em uma amanhã onde a névoa ainda cobre parcialmente um lago, em que tentáculos se ocupam da mesma atravessar. O som de animais a cantar, brandir mais uma vez seus gritos eufóricos ou de avisos atravessam vidraças e paredes. Penetrando em uma antiga construção. Aos quais quadros parecem ocupados demais com seus pensamentos, elfos com seus afazeres. E o silêncio se mescla aos sons que o interrompe. Em uma sala em particular, velhos quadros parecem observar a alvorada. Trocando olhares e novamente silêncio. Quatro quadros a muito esquecidos acima de todos os outros, parecem permanecer juntos, mesmo que cada qual tenha seguido  até o fim seu destino, com suas qualidades e defeitos. Ainda assim conseguiram de alguma forma construir algo tão sólido que nem as mais densas tempestades foram capaz de destruir. Nem a não perspectiva da continuidade de um sonho, foi capaz de esmorecer o que era destinado a permanecer.

Seus olhares distantes, seus movimentos delicados sempre passam despercebidos a todos que ali entram. Mas continuam presentes, observando o legado que foi deixado as gerações futuras. Que foi formado quando quatro jovens distintos, com quatro pensamentos diferentes, idéias, vontades, se uniram. E apesar de todos os obstáculos, adversidade, conseguiram tonar apenas uma vontade primordial: construir Hogwarts, construir um local de sonhos, para todos que jamais permitiriam que a verdadeira magia morresse. 

Um local onde amizades seriam feitas e desfeitas, onde o certo seria difícil e o errado ainda mais fácil, amores construídos, roubados e destruídos. Onde bruxos e bruxas cresceriam não somente em idade, mas em maturidade. E quando pela velha porta de carvalho entrassem pudesse chamar aquele local de casa. Pois Hogwarts significaria isso: uma casa a todos que precisam, um lar aqueles que jamais encontraram um, uma família a todos que quisessem descobrir como era ter realmente uma.

Sombras sempre pairavam em meio à magia, afinal o poder parece viciante, inesgotável. E muitas vezes mesmo os mais corretos em busca de um sonho cometem erros, que são multiplicados pelo esquecimento. Mas nada nessa vida é facilmente esquecido ou deixado de lado. Ao contrário, mexer com os sentimentos, com a dor, com os esquecidos é algo que deixa marcas, e essas mesmas se espalham como o limo pelas paredes, como uma planta a dominar, cercar e aprisionar, mas quando os mesmos são soltos, libertos, não há como controlar. Pois se há algo comparável aos mesmos são as forças da natureza. A bela e não domesticável natureza. Que por mais bela que seja é tão ou mais perigosa que a mente humana. A única diferença é que humanos sabem seu real limite, já a natureza não. Mas ambos têm um poder igual destrutivo, uma união forte o suficiente para tudo enfrentar ou para tudo destruir.

Houve um tempo passado em que natureza e homens trabalhavam lado a lado. Onde o carvalho mais velho era respeitado e um local de preces e orações, e jamais destruído. Onde o lago e seus seres se mantinham seguro, não por leis. Mas pela consciência humana, pelo respeito destinado a todos os seres. Esse tempo esmoreceu, a Era dessa união terminou em uma batalha onde não havia lados certos, e sim: esperança de cada qual ter seu espaço respeitado. E não houve vitoriosos, apenas solidão e separação. Porém a vida é um ciclo, erros ou acertos podem ser novamente encontrados. Da mesma forma que uniões podem novamente ser feitas. Em meio às mudanças que se mostram ao longo do caminho. E estas se tornam cada dia mais notáveis, assim como uma presença que parece escorregar pelos corredores, impregnar a todos com seu mal. Mas até quando? É uma boa pergunta a ser feita.

Novamente há quatro jovens, presos em seus antigos, empoeirados e esquecidos quadros a olhar o horizonte que se abre a frente de uma nova Era. Onde a maior luta será corrigir erros do passado, mesmo que estes não sejam seus, pois sim a esperança novamente é depositada nos inocentes, naqueles que guerras jamais lutaram, e haveriam de luta ruma única: por sua vida, por seus sonhos. O mal se aproxima, mesmo que este não tenha face, não tenha culpa do passado, não tenham razão de existir. Há no céu uma estrela que começa a brilhar incandescentemente, seu brilho é notável de dia e de noite, alguns chamam de previsão de maus momentos, outros apenas de Vênus um planeta a muito que pode ser visto da terra. E outros apenas acham que as estrelas estão lá para serem os juízes de uma vida, a observar sempre dia e noite seus acertos e erros. E no final lhe julgar pelos mesmos.

O som de uma porta a se abrir rompe o silêncio no velho escritório, o diretor atual entra neste, sempre pensativo, cercado por seus problemas. E não nota os olhares destinados a ele e desviado do mesmo. Pois se olhasse para cima veria um velho diretor barbudo que a tempo era chamado de Dumbledore a fitar os quatro fundadores que sorriam ao velho homem, um sorriso culpado, um sorriso cúmplice, um olhar triste e saudoso de tempos que jamais voltariam, de erros jamais consertados. Enquanto a alvorada rompia dentro do escritório iluminando os quadros, realçando seu brilho dourado, menos o de quatro quadros no alto, escondido em meio às sombras. Pois era isso que eles eram, sombras do que um dia realmente foram, do que um dia seus sonhos os levaram, e dos erros que jamais conseguiram corrigir ao alcançarem tal sonho.

Uma Nova Era começava, não dos homens, dos animais. Uma Era do tempo, regida pela batida incessante do relógio, avisando que o mesmo escorria como areia em uma ampulheta. Um som seco pode ser ouvido, uma batida seguida de outra, um pequeno estremecimento se dá no castelo de Hogwarts todos podem sentir. De repente todos os quadros parecem atentos. Todos os elfos parecem despertar. E um som agonizante vem da velha floresta e suas arvores retorcidas. E o antigo relógio e seu tique e taque cessam, havia chegado a hora de um novo tempo começar, e neste o perdão parecia realmente ter sido esquecido. Godric, Helga, Rowena e Salazar não têm seus nomes nos quadros, tem apenas a imagem do que foram, do que desejaram ser e do que batalhariam para permanecer. Esquecidos a sombra de tantos outros diretores abaixo deles nas velhas paredes de pedra, mas não apagados. Pois eles estavam vivos, impregnados nas paredes daquele velho castelo de pedra, nos ideias propostos as duas casas, e em um único ideal que os quatro jovens se esqueceram a muito e somente após a morte lembrariam:
Todos ali eram alunos de Hogwarts.

E Hogwarts sempre existiria enquanto houvesse alguém para lutar por seus ideais.
 
Sejam Bem Vindos ao ANO II FIDELIUS RPG.



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